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Investimento ou

 
espoliação?

Se os 7×1 da semifinal da Copa do Mundo de 2014 foram um acontecimento inesperado no mundo do futebol em se tratando de Brasil e Alemanha, nas relações econômicas bilaterais a disparidade é a regra. E também dessa vez não são os europeus que estão em desvantagem. A balança comercial entre os dois países é uma goleada em favor dos germânicos.

E o esquema do jogo é fartamente conhecido: enquanto Brasil entra com a compra das máquinas e produtos industrializados, exportamos matérias-primas de baixo valor agregado. A atração do capital alemão para o Brasil sempre foi envolta em um discurso de prosperidade: as empresas aqui instaladas seriam sinônimos do progresso, gerando empregos e desenvolvimento para o país latino-americano.

O livro: Empresas alemãs no Brasil: o 7×1 na economia, do jornalista alemão Christian Russau, revela outro aspecto dessa fotografia e narra o relacionamento entre os dois países a partir de uma história de superexploração do trabalho, violações de direitos, desrespeito aos direitos humanos, destruição ambiental e lucros estratosféricos.
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O LIVRO

Apresentação

Como ressaltou o Ministério das Relações Exteriores germânico em 2008, por ocasião da recém-fundada “parceria estratégica” entre os dois países, o Brasil é o principal parceiro comercial da Alemanha na América Latina. Mas seria uma parceria em pé de igualdade?


Esse livro tem como objetivo principal revelar as consequências dramáticas dos interesses econômicos alemães para a população brasileira.


Por isso, é publicado agora também no Brasil, para que os ativistas tenham mais uma ferramenta de defesa contra as empresas alemãs que geram lucros às custas do meio ambiente e das pessoas.

Introdução

A Alemanha é um país especialmente importante para o Brasil, e isso há bem mais tempo do que quando seus governos assinaram o Plano de Ação da Parceria Estratégica, em maio de 2008. Os políticos alemães não quiseram se dar o “luxo de sentimentalismos” quando os negócios com o Brasil começaram a decolar, no final dos anos 1960, no auge da ditadura. Àquela altura, a Volkswagen do Brasil já era a maior multinacional da América Latina.


Sobre o nosso subtítulo, o 7×1 na economia, o que menos pretendemos é evocar sentimentos de humilhação nos leitores brasileiros. Como o livro mostra nos primeiros sete capítulos, que são exemplares e de nenhuma forma exaustivos, as empresas estão “goleando” os direitos humanos e a natureza do país.

CAPÍTULOS

1x0

Parcerias amorais

Pelo menos a posição do governo alemão é coerente: de um lado, emite autorizações de exportação para as armas; de outro, treina os policiais que irão utilizá-las.

2x0

Negócios bombásticos

Os “conspiradores nucleares” alemães e brasileiros fecharam o acordo sem avisar James Conant, alto comissário dos EUA e representante máximo dos Aliados. Mas Conant ficou sabendo...

3x0

Colaboração e cálculo

Muitas empresas quiseram se beneficiar do “milagre econômico”, enquanto os abusos aos direitos humanos eram violados. Nunca tantas empresas alemãs fundaram subsidiárias no Brasil

4x0

Caminho das pedras

1 em cada 14 automóveis fabricados é feito na Alemanha. Quase 1/3 das violações de direitos atinge o setor extrativista. Qual a relação?

5x0

Poluição e espoliação no RJ

A Thyssen-Krupp simplesmente varre a poeira para debaixo do tapete. Colocar um ponto final nesta história toda — é isso também querem os moradores do entorno. Para eles, no entanto, resta a poeira.

6x0

Os rios barrados e malditos da Amazônia

No Brasil, os governos dos últimos anos — em qualquer lado do espectro político — viram na Amazônia uma grande fonte de eletricidade. Quem está pagando por isso?

7x0

Lavoura para o mercado mundial

Enquanto a Alemanha exporta prioritariamente bens industriais para o Brasil, as exportações brasileiras são marcadas por matérias-primas. Muitas delas, marcadas de sangue.

7x1

Podemos agir de outro jeito

Vigiar a atuação das empresas, divulgar as violações de direitos e a destruição ambiental e chamá-las publicamente a dar explicações é parte de uma crítica empresarial compreendida como crítica ao poder.

Christian Russau

Jornalista e ativista de direitos humanos alemão, mora e trabalha em Berlim. Estudou Ciências Políticas e Filosofia na Freie Universität e na Universidade de São Paulo, onde defendeu a tese jornalista e ativista de direitos humanos alemão, mora e trabalha em Berlim. Estudou Ciências Políticas e Filosofia na Freie Universität e na Universidade de São Paulo, onde defendeu a tese Urteil und Gemeinsinn. Ein Beitrag zur Theorie des Politischen von Hannah Arendt.

Trabalhou durante oito anos no Centro de Pesquisa e Documentação Chile-América Latina, em Berlim, entidade à qual continua ligado. Também é ativo na Kooperation Brasilien, rede alemã de organizações de solidariedade ao Brasil.t . Trabalhou durante oito anos no Centro de Pesquisa e Documentação Chile-América Latina, em Berlim, entidade à qual continua ligado. Também é ativo na Kooperation Brasilien, rede alemã de organizações de solidariedade ao Brasil.

FRASES E DADOS HISTÓRICOS

Lúcio Bellentani, ferramenteiro na fábrica da Volkswagen no ABC entre 1964 e 1972

'O coronel Rudge estava encostado em uma coluna com vários policiais, e mais gente da segurança da Volkswagen, e encostaram uma metralhadora nas minhas costas. Levaram-me para o departamento de pessoal, onde havia outros agentes do Dops. Ali levei porrada e cascudo. Dali fui para o Dops, onde fiquei 45 dias totalmente incomunicável'

Armas para repressão

Canhões e 11 veículos blindados

Maior compras de armas assinada pelo Brasil com Alemanhã nazista antes do acordo ser interrompido em 1939, por causa da Segunda Guerra Mundial

Trocas justas?

% de tudo que o Brasil exporta para Alemanha vem de produtos agropecuários

Se destacam a soja, café em grãos, chá, açúcar e etanol, óleo de palma, celulose, carne bovina, suco de laranja, tabaco e algodão.

% das importações de minério de ferro da Alemanha vêm do Brasil

Atualmente, 90% da produção brasileira — 275,4 milhões de toneladas de minério de ferro e 51,1 milhões de toneladas de pellets de minério de ferro — é exportada

bilhões e meio

É o valor dos investimentos diretos alemães no Brasil em 2015. Na outra direção foram apenas 44 milhões.

Ditadura

% a mais de investimento

O investimento alemão saltou no período mais intenso da ditadura civil-militar: foi de 1 bilhão de marcos, em 1968, para 2,3 bilhões de marcos, em 1974.

foram assassinados na Operação Bandeirantes (OBAN)

Segundo a Comissão da Verdade, a Volkswagen colocou veículos à disposição da operação. Sabe-se que outras 19 pessoas foram detidas e levadas para as dependências da Oban ou para o DOI-Codi, e até hoje continuam desaparecidas

Propina no Trensalão

% era superfaturado dos contratos nas licitações do metrô

Segundo as investigações, o valor total dos contratos chegam a R$ 418 milhões. A Procuradoria reivindica indenizações milionárias a Siemens, Alstom, CAF, TTRANS, Bombardier, MGE, Mitsu & Co, Temoinsa, Tejofran e outras, acusadas de ter agido em cartel.

Bonificando a catástrofe

Milhões em euros num perído de quatro anos.

É quanto a Munich Re ganhará por assumir 25% do resseguro na construção de Belo Monte.

REALIZAÇÃO

 
Ex-presidente Walter Scheel e ex-ditador Ernesto Geisel, em 1978. Local: Bonn, Alemanha.
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REPERCUSSÃO NA MÍDIA
[OUTRAS PALAVRAS] A opressão oculta das empresas alemãs
Em livro, jornalista expõe as entranhas dos negócios alemães no país — protegidos pela mídia, mas marcados por violações aos direitos humanos, superexploração do trabalho e destruição ambiental [leia tudo]
[DEUTSCHE WELLE] "Volkswagen deve pedir desculpas à sociedade brasileira"
Para Christian Russau, cabe à montadora apurar e se responsabilizar por possíveis violações aos direitos humanos cometidas durante a ditadura. Outras multinacionais cooperaram com regime militar, diz cientista político [leia tudo]
ENTREVISTAS
[REDE BRASIL ATUAL] Influência de empresas alemãs na economia brasileira [leia]
[OPERA MUNDI] Livro denuncia atividades de empresas alemãs no Brasil [leia]
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[SÜDDEUTSCHE ZEITUNG] A Volks e a ditadura
O historiador Christopher Kopper antecipou sua posição em relação à sua investigação: “Posso afirmar que houve colaboração regular entre o departamento de segurança da VW do Brasil e os órgãos policiais do regime” [leia tudo]
[DEUTSCHE WELLE] Um comandante nazista na Volkswagen do Brasil
Franz Stangl, ex-chefe de dois campos de extermínio na Polônia, não só se tornou funcionário da montadora em São Bernardo do Campo, como também montou esquema de espionagem na fábrica em colaboração com o regime militar [leia tudo]
Assista ao debate-lançamento!

O papel da Volksvagem na ditadura e a espoliação das empresas alemãs no Brasil
Com o autor Christian Russau, Lucio Antonio Bellentani, Gonzalo Berron, Crimeia Schmidt, Amelinha Teles, Janaina Teles, Verena Glass…